Divergindo das comparações comuns, nego que meu passado foi de solitude e afirmo que ele foi comberto solidão. Explidando-me melhor digo que a solitude é quando você opta por ficar sozinho, porém, a solidão não, ela se aplaca sobre você e aí tudo se torna violento, pois solidão é a falta de tudo aquilo que te alimenta, a falta do que é caro e necessário.
domingo, 24 de julho de 2011
Mimpicapumpi
Goroangava perto da zoganda
mas não logidava porque joranda,
assitia tudo de molokuka
e sempre doriandava o que sariondasse.
mas não logidava porque joranda,
assitia tudo de molokuka
e sempre doriandava o que sariondasse.
Harsh Noise
improviso, falha, caos, máquinas, motores, anarquia, ínspido, incomoda, asperezas, texturas, somos areia, pertencemos ao deserto.
domingo, 3 de julho de 2011
Crônicas Negras
A história da minha família é simples. Meu tataravô ou algo assim cortejou a minha tataravó ou algo assim. Depois um português foi se confraternizar com meu antepassado. Momento histórico: ele presenteia meu tataravô com álcool e um colar. Em seguida, o português foi se "confraternizar" com minha tataravó da mesma maneira que meu antepassado fazia, se é que vocês me entendem... Ah, vocês entenderam. Depois disso, ocorreu outro momento histórico: os portugueses presenteiam meu tataravô com um segundo colar. Tá bom, na verdade, o nome certo é coleira. Enfim, o barco do português, junto a seus escravos, abandona as costas africanas, rumo ao novo mundo...
E foi assim que tudo começou. Mas, agora vamos voltar ao presente. Meu nome é Ada Smith. Fiz dezoito anos há pouco tempo. Fizeram uma festa com bolo, velas e tudo. Dizem que sou muito bonita. "Black is beatiful" e todas essas coisas. O reverendo Carlson vem me ver todas as semanas... Ou algo assim. Ele é jovem e muito lindo, e às vezes segura a minha mão. Mas não se declara. Infelizmente. Hoje me fizeram um monte de exames. A doutora Gabrielle perguntou muitas coisas sobre minha infância. Queria saber se eu era louca ou o quê. Fez perguntas tão esquisitas que, no final, eu disse que era ela a louca. Não achou graça. É uma chata de galochas. Mamãe também veio me ver. Chorava o tempo todo. Por que fiz isto ou aquilo, essas coisas. Papai nunca vem me ver. Melhor. Família é uma confusão. Simpático é o Sr. Wildar, o diretor. Deu-me papel, lápis e disse: "desenhe, escreva, faça alguma coisa para matar o tempo." Engraçado. Para matar o tempo. "Conte sua história, sua vida, a de sua família. Você é criativa, e isto vai te distrair." Gosto do Sr. Wilmar. Ele é tão simples. E seus olhos choram como os de um menino. Mas não sei se é pela emoção ou pela fumaça. Ele fuma como uma chaminé. Bom, foi assim que resolvi contar a histórias de minha família.
Vamos agora até a época de meu bisavô Cody Smith e seu irmão Albert. Eles eram escravos numa plantação em Virgínia. Meu bisavô teve um monte de filhos. Devia transar como um louco. Por incrível que pareça, ele foi um escravo feliz por toda a sua vida. Trabalhou e transou sem descanso. O filho mais novo é o meu avô, do qual falarei mais tarde. O irmão do meu bisavô, Albert, foi quem se deu mal. Envolveu-se com o filho do patrão. Para o filhote não teve problema, porque era quem era... Mas Albert levou uma boa surra e foi colocado na prisão, de onde o tiraram logo para ser apresentado ao KKK. Pobre Albert, era a ovelha negra da família. Bicha e corno. Ele teve direito a julgamento e tudo o mais. O queimaram vivo, acho que para servir de exemplo. E assim foi: o pobre Albert nunca mais fez aquilo.
1862. Meu avô, o filho mais novo de meu bisavô, lutou na Guerra Civil. Nessa época ele era um moleque. Cobriu-se de glória e de barro em Gettsboug ou Pettsbourg, ou algo assim. Diz-se que até mesmo Ulysses S. Grant apertou sua mão. Meu avô se casou com minha avó, com quem dizem que me pareço. Instalaram-se em Little Rock, Arkansas. Foram felizes e essas coisas. Logo tiveram meu pai, Samuel Smith. Mas ele mudou muito desde então. Papai era louco por jazz, as bandas de música, os cabarés, essas coisas. Sonhava em tocar trompete. Seu sonho se realizou quando se alistou e tocou clarim para seu regimento. Esteve na Guerra Mundial e visitou um montão de países na Europa. Adorou Paris e o Folies-Bergeres ou Folies-Mergeres, ou algo assim. Matou muitos alemães, foi condecorado e tudo o mais. Nos dias marcados, vestia o uniforme e todas as medalhas e caminhava mais duro que um pedaço de pau e com o queixo para cima. Eu ainda não tinha nascido.
Aliás, vou contar-lhes a minha história agora. O barraco onde eu nasci ficava em um pequeno povoado do Arkansas. Logo que eu vim ao mundo, minha mãe, Sarah, encheu-se de lágrimas. Mas o meu pai não gostou muito de mim. Talvez porque ele queria um filho e ainda não tinha se acostumado com a idéia. A idéia era eu. Aos cinco anos, comecei a frequentar a escola. Eu odiava meus colegas e meus professores, mas adorava desenhar no quadro negro. Aos dez anos, tive a primeira menstruação e a primeira de muitas crises de identidade. Dois moleques que moravam perto da minha casa viviam me chamando de "negra suja". E o pior é que eu era apaixonada por um deles. Aquilo me traumatizou. Papai havia me dito que eu era americana. Mamãe, que eu era judia. Tio Amos, que eu era massai. O reverendo Moses, que eu era uma criatura de Deus. Srta. Shelton, que eu era uma menina. Apenas o espelho me disse que eu era negra. Aos doze anos, teve o primeiro flerte. Era o vizinho. Chamava-se Niko, Nick ou algo assim. Quando aconteceu, não se via nada porque nós dois éramos pretos e estávamos no escuro. Aos 14 anos, a primeira chupada. Foi em um garoto chamado Lewis, Louis, Luis ou algo assim. No escuro, em um barraco. Ele demorou a gozar. Bom, vou deixar esses assuntos íntimos pra lá e falar um pouco da Sra. Logan, que sempre me queria bem. Sempre me lembro dela sorrindo. Era muito rica e muito boa. O que você pedisse, ela dava. Quando eu era pequena, me dava caramelos e coisas assim. Quando eu cresci um pouco, ela me dava dinheiro para o fliperama. Ainda não contei? O que eu mais gosto no mundo é jogar no fliperama. Passava horas e mais horas jogando no bar do Natan. Conhecia a máquina de cor. Podia jogar com os olhos fechados. Um dia levaram a máquina velha e trouxeram uma nova. Era uma máquina super legal. Mas, claro eu não tinha um tostão. E, como sempre, corri para a casa da boa Sra. Logan. Contei para ela sobre a máquina nova e pedi um pouco de dinheiro. Mas a senhora que sempre havia sido simpática e afável comigo, estava indiferente. Parecia outra pessoa. Disse-me que eu já era grandinha e que teria que aprender a ganhar a vida e estas coisas. E porque eu não a ajudava a podar a hera como prometia. Eu estava desesperada por dinheiro e só pensava naquela super máquina. Insisti mais um pouco com a Sra. Logan, mas ela insistia em me dar lições de moral, coisas que eu nunca suportei. Eu já estava começando a me irritar, então tirei a tesoura de jardinagem das mãos dela e então eu... E então eu... E então eu... E então eu... E então eu... Droga, pareço um disco riscado!
O promotor disse que eu dei vinte e quatro punhaladas ou algo assim. É possível. Não sei, não contei. Tudo o que sei é que eu peguei o que tinha com a Sra. Logan e fui correndo como uma louca para o bar do Natan. Foi lá que me pegaram. Nem me dei conta. Estava tão absorta com a máquina nova. Só pude jogar umas duas partidas ou algo assim. Que raiva, era uma máquina tão legal! Bem, agora estou neste reformatório. Mas não ele é tão ruim assim. Ao contrário do que acontecia nas ruas, eu sou bem tratada. O reverendo Carlson, aquele bonitão do qual lhes falei, veio me ver ontem. Rezamos juntos. Disse para eu repetir com ele: "Deus meu, tenha piedade de mim." E eu disse para mim mesma: "Deus meu, como está este homem. Treparia com gosto". Não disse nada para ele porque é muito sério e, no mínimo, se sentiria constrangido. De noite, me serviram uma cheia: champanhe, caviar, bolinhos de creme, biscoitos com nata e essas coisas de rico que eu nunca comi. Era de se lamber os dedos. O diretor Wilmar também veio e chorou mais do que nunca. E olha que não estava fumando. Parecia até saber o que eu tinha em mente. Tive que animá-lo, dava pena vê-lo assim. Bom, esta é a minha vida. A única coisa da qual eu me arrependo mais do que ter matado a boa Sra. Logan, era nunca ter visto a tal estátua do porto de Nova Iorque. Eu só a vi em fotografia. Dizem que é impressionante. Que simboliza a liberdade da América ou algo assim. E que é maciça e que está sempre rindo. Parece que mal sabe que amanhã tudo estará acabado. Mas por que ela ri? Por que, diabos, ela ri? Essa questão me faz ter pesadelos de noite. Sonho que ao invés de segurar uma tocha, ela me puxa pelos cabelos. Coisa estranha.
O reverendo virá uma última vez. Parece um trem, o cara. Pegará minha mão... Ai, só a mão! E nós rezaremos juntos: "Deus meu, tenha piedade de mim." Vou sentir muita falta de Carlson quando me suicidar amanhã com a faca que peguei da cozinha. Ah, as despedidas na última hora. Adeus a todos. Já vou, já vou. Perdão. Arrependo-me ou algo assim.
E foi assim que tudo começou. Mas, agora vamos voltar ao presente. Meu nome é Ada Smith. Fiz dezoito anos há pouco tempo. Fizeram uma festa com bolo, velas e tudo. Dizem que sou muito bonita. "Black is beatiful" e todas essas coisas. O reverendo Carlson vem me ver todas as semanas... Ou algo assim. Ele é jovem e muito lindo, e às vezes segura a minha mão. Mas não se declara. Infelizmente. Hoje me fizeram um monte de exames. A doutora Gabrielle perguntou muitas coisas sobre minha infância. Queria saber se eu era louca ou o quê. Fez perguntas tão esquisitas que, no final, eu disse que era ela a louca. Não achou graça. É uma chata de galochas. Mamãe também veio me ver. Chorava o tempo todo. Por que fiz isto ou aquilo, essas coisas. Papai nunca vem me ver. Melhor. Família é uma confusão. Simpático é o Sr. Wildar, o diretor. Deu-me papel, lápis e disse: "desenhe, escreva, faça alguma coisa para matar o tempo." Engraçado. Para matar o tempo. "Conte sua história, sua vida, a de sua família. Você é criativa, e isto vai te distrair." Gosto do Sr. Wilmar. Ele é tão simples. E seus olhos choram como os de um menino. Mas não sei se é pela emoção ou pela fumaça. Ele fuma como uma chaminé. Bom, foi assim que resolvi contar a histórias de minha família.
Vamos agora até a época de meu bisavô Cody Smith e seu irmão Albert. Eles eram escravos numa plantação em Virgínia. Meu bisavô teve um monte de filhos. Devia transar como um louco. Por incrível que pareça, ele foi um escravo feliz por toda a sua vida. Trabalhou e transou sem descanso. O filho mais novo é o meu avô, do qual falarei mais tarde. O irmão do meu bisavô, Albert, foi quem se deu mal. Envolveu-se com o filho do patrão. Para o filhote não teve problema, porque era quem era... Mas Albert levou uma boa surra e foi colocado na prisão, de onde o tiraram logo para ser apresentado ao KKK. Pobre Albert, era a ovelha negra da família. Bicha e corno. Ele teve direito a julgamento e tudo o mais. O queimaram vivo, acho que para servir de exemplo. E assim foi: o pobre Albert nunca mais fez aquilo.
1862. Meu avô, o filho mais novo de meu bisavô, lutou na Guerra Civil. Nessa época ele era um moleque. Cobriu-se de glória e de barro em Gettsboug ou Pettsbourg, ou algo assim. Diz-se que até mesmo Ulysses S. Grant apertou sua mão. Meu avô se casou com minha avó, com quem dizem que me pareço. Instalaram-se em Little Rock, Arkansas. Foram felizes e essas coisas. Logo tiveram meu pai, Samuel Smith. Mas ele mudou muito desde então. Papai era louco por jazz, as bandas de música, os cabarés, essas coisas. Sonhava em tocar trompete. Seu sonho se realizou quando se alistou e tocou clarim para seu regimento. Esteve na Guerra Mundial e visitou um montão de países na Europa. Adorou Paris e o Folies-Bergeres ou Folies-Mergeres, ou algo assim. Matou muitos alemães, foi condecorado e tudo o mais. Nos dias marcados, vestia o uniforme e todas as medalhas e caminhava mais duro que um pedaço de pau e com o queixo para cima. Eu ainda não tinha nascido.
Aliás, vou contar-lhes a minha história agora. O barraco onde eu nasci ficava em um pequeno povoado do Arkansas. Logo que eu vim ao mundo, minha mãe, Sarah, encheu-se de lágrimas. Mas o meu pai não gostou muito de mim. Talvez porque ele queria um filho e ainda não tinha se acostumado com a idéia. A idéia era eu. Aos cinco anos, comecei a frequentar a escola. Eu odiava meus colegas e meus professores, mas adorava desenhar no quadro negro. Aos dez anos, tive a primeira menstruação e a primeira de muitas crises de identidade. Dois moleques que moravam perto da minha casa viviam me chamando de "negra suja". E o pior é que eu era apaixonada por um deles. Aquilo me traumatizou. Papai havia me dito que eu era americana. Mamãe, que eu era judia. Tio Amos, que eu era massai. O reverendo Moses, que eu era uma criatura de Deus. Srta. Shelton, que eu era uma menina. Apenas o espelho me disse que eu era negra. Aos doze anos, teve o primeiro flerte. Era o vizinho. Chamava-se Niko, Nick ou algo assim. Quando aconteceu, não se via nada porque nós dois éramos pretos e estávamos no escuro. Aos 14 anos, a primeira chupada. Foi em um garoto chamado Lewis, Louis, Luis ou algo assim. No escuro, em um barraco. Ele demorou a gozar. Bom, vou deixar esses assuntos íntimos pra lá e falar um pouco da Sra. Logan, que sempre me queria bem. Sempre me lembro dela sorrindo. Era muito rica e muito boa. O que você pedisse, ela dava. Quando eu era pequena, me dava caramelos e coisas assim. Quando eu cresci um pouco, ela me dava dinheiro para o fliperama. Ainda não contei? O que eu mais gosto no mundo é jogar no fliperama. Passava horas e mais horas jogando no bar do Natan. Conhecia a máquina de cor. Podia jogar com os olhos fechados. Um dia levaram a máquina velha e trouxeram uma nova. Era uma máquina super legal. Mas, claro eu não tinha um tostão. E, como sempre, corri para a casa da boa Sra. Logan. Contei para ela sobre a máquina nova e pedi um pouco de dinheiro. Mas a senhora que sempre havia sido simpática e afável comigo, estava indiferente. Parecia outra pessoa. Disse-me que eu já era grandinha e que teria que aprender a ganhar a vida e estas coisas. E porque eu não a ajudava a podar a hera como prometia. Eu estava desesperada por dinheiro e só pensava naquela super máquina. Insisti mais um pouco com a Sra. Logan, mas ela insistia em me dar lições de moral, coisas que eu nunca suportei. Eu já estava começando a me irritar, então tirei a tesoura de jardinagem das mãos dela e então eu... E então eu... E então eu... E então eu... E então eu... Droga, pareço um disco riscado!
O promotor disse que eu dei vinte e quatro punhaladas ou algo assim. É possível. Não sei, não contei. Tudo o que sei é que eu peguei o que tinha com a Sra. Logan e fui correndo como uma louca para o bar do Natan. Foi lá que me pegaram. Nem me dei conta. Estava tão absorta com a máquina nova. Só pude jogar umas duas partidas ou algo assim. Que raiva, era uma máquina tão legal! Bem, agora estou neste reformatório. Mas não ele é tão ruim assim. Ao contrário do que acontecia nas ruas, eu sou bem tratada. O reverendo Carlson, aquele bonitão do qual lhes falei, veio me ver ontem. Rezamos juntos. Disse para eu repetir com ele: "Deus meu, tenha piedade de mim." E eu disse para mim mesma: "Deus meu, como está este homem. Treparia com gosto". Não disse nada para ele porque é muito sério e, no mínimo, se sentiria constrangido. De noite, me serviram uma cheia: champanhe, caviar, bolinhos de creme, biscoitos com nata e essas coisas de rico que eu nunca comi. Era de se lamber os dedos. O diretor Wilmar também veio e chorou mais do que nunca. E olha que não estava fumando. Parecia até saber o que eu tinha em mente. Tive que animá-lo, dava pena vê-lo assim. Bom, esta é a minha vida. A única coisa da qual eu me arrependo mais do que ter matado a boa Sra. Logan, era nunca ter visto a tal estátua do porto de Nova Iorque. Eu só a vi em fotografia. Dizem que é impressionante. Que simboliza a liberdade da América ou algo assim. E que é maciça e que está sempre rindo. Parece que mal sabe que amanhã tudo estará acabado. Mas por que ela ri? Por que, diabos, ela ri? Essa questão me faz ter pesadelos de noite. Sonho que ao invés de segurar uma tocha, ela me puxa pelos cabelos. Coisa estranha.
O reverendo virá uma última vez. Parece um trem, o cara. Pegará minha mão... Ai, só a mão! E nós rezaremos juntos: "Deus meu, tenha piedade de mim." Vou sentir muita falta de Carlson quando me suicidar amanhã com a faca que peguei da cozinha. Ah, as despedidas na última hora. Adeus a todos. Já vou, já vou. Perdão. Arrependo-me ou algo assim.
O Passarinho Chorão
O passarinho chorão admira o por-do-sol na ponta de um galho de uma enorme árvore e dá um suspiro. Isso já é o suficinte para ele se inspirar e filosofar:
- A maneira como os raios do Sol cintilam através da floresta imobilizam minha alma sensível. Meu corpo está congelado em um coma estético. Enraizado aqui, transfixado pelo belíssimo show da mãe natureza. A magnificência de Deus. Sou incapaz de me mover por causa da força e beleza dele...
Ele suspira mais uma vez e exclama:
- Além disso, estou pregado a este galho.
O Pobre Guri
O probre guri, aos berros, entrava na casa, indo em direção à uma mulher na cozinha.
- Mãe! Mãe ! - disse o garoto todo encharcado de lágrimas - O Joe bateu em mim, mamãe!
- Quantas vezes eu tenho que dizer pra vocês, moleques, não brigarem - exclamou a mulher dando um tapa na cabeça do garoto.
O menino então abriu um berrero ainda maior que o anterior, foi em direção à um homem de aparência rústica que estava sentado no sofá e lhe disse:
- Pai! Pai! A mamãe me bateu!
- Então você deve ter feito alguma coisa errada! - disse o homem, também dando-lhe um tapa na cabeça.
O menino chora mais um pouco e em seguida sai correndo. Assim que ele se recompõe, presta bastante atenção na casa em que está. Olha para as várias seringas e garrafas de whisky na mesa e exclama:
- Cacete! Que droga. Esta nem é minha casa!
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