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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Encontro Com o Inesperado

É difícil descrever a sensação de conhecer um lugar novo, onde tudo é diferente e inédito... E isso se torna ainda mais excitante quando você descobre que tem o mundo em suas mãos. Achei um nome – que para mim era novo – no mapa do metrô e decidi visitar os subterrâneos... De um aparelho de som saía uma música dançante e meu corpo não conseguiu ficar quieto... Mas logo o meu destino foi anunciado nos auto-falantes. Em breve eu seria um homem retirado de meu ambiente calmo, e ao mesmo tempo, agonizante... Eu viveria o novo e o desconhecido... 
Assim que sai da estação, conheci duas pessoas extraordinárias; um homenzinho tocava uma bela melodia em seu surrado violino ao lado de uma garota simplesmente deslumbrante, a mais linda que eu já vi. De algum modo eles não pareciam se encaixar em nosso tempo. Principalmente ela, que usava estranhas roupas do século XIX. O sujeito sorriu para mim e eu lhes contei como estava feliz por estar junto de pessoas tão simpáticas e em um lugar novo para mim. Os dois ficaram muito agradecidos, mas invejavam minha felicidade: não existia um pedacinho de terra onde eles já não tivessem pisado! Conheciam cada centímetro do mundo! Aqueles andarilhos fabulosos haviam me conquistado! Eu estava disposto a tudo para ajudá-los e então o homenzinho revelou com sua voz um tanto esquisita seu mais secreto sonho: “Eu gostaria de conhecer as casas das pessoas... Sim, é o que me resta descobrir... O interior das casas... He, He, He...” Escolhemos a casa que nos parecia ser a mais interessante e pulamos o portão de entrada. Não foi difícil passar pela janela. Caímos na cozinha e Sophia – este era seu nome – tratou de matar sua sede. Meu Deus, que mulher sensacional! Ela conseguia ser muito sensual bebendo uma caixinha de leite. E enquanto ela bebia e se deliciava, acabava derramando o líquido em sua boca carnuda, em seu lindo queixo e em seu pescoçinho perfeito, até ele cair em seu discreto decote e atravessar seus pequenos, porém lindos seios. 
A casa era realmente a mais interessante, tanto por dentro quanto, quanto por fora. Era fantástica, para dizer a verdade! Não faltavam quadros e esculturas de bom gosto e de todos os meus artistas preferidos: Manet, Monet, Picasso, Velázquez, Rodin... O vinho também não era de se jogar fora e os CDs eram sensacionais: de Rolling Stones a Chet Baker. Aquilo foi ficando divertido... Fiquei meio bêbado e tive a idéia de convidar pessoas estranhas pela lista telefônica. Lugares novos, pessoas novas... Seria perfeito

Continua...

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