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sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Voz da Noite

Quando ouço a voz da noite
Pressinto passos do dia seguinte
Não sou um mero ouvinte
Sou do destino autor, contribuinte

Às vezes a mais silenciosa das almas
Revela-me onde estão os traumas
As chaves das algemas
Que me prendem no mar de chamas

Quando a noite me ouve
Permito que descubra meus segredos
Conto das tristesas às alegrias
Traço caminhos para o dia seguinte

Às vezes ótima conversa
Revelo ao coração o velor deste momento
Esses em que eu e a noite
Decidimos as pautas das próximas madrugadas

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