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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Killer!


Olá... Meu nome é Michael... Michael Rockson. Com certeza você já ouviu falar de mim. Sou famoso no mundo inteiro. A histórias que vou-lhe contar é confidencial. Se vou contar, é porque quero que você saiba toda a verdade sobre mim.

Vivo aqui, nesta mansão no alto de uma colina que domina Los Angeles. Hoje ela está a venda, mas foi aqui que vivi com meu cervo, minhas lhamas e meu cachorro, Totó. Por que tantos animais? Porque o amor destas doces criaturas é, para mim, muito mais agradável do que as exigências das pessoas. Tentei criar em minha casa um mundo de contos de fadas... E, para protegê-la do mundo exterior, gastei uma fortuna na construção de um muro. Mas nem sempre se pode fugir do mundo exterior... De vez em quando se é obrigado se é obrigado a abrir as portas para estranhos... Por exemplo, quando organizei uma festa para celebrar meu video-clip "Killer", toda a turma de Hollywood veio bisbilhotar e encher a pança. Logo estavam zombando do ponche (fiel às minhas crenças religiosas, nunca sirvo nem drogas, nem álcool na minha casa). Ao final da festa, estava farto. Ordenei a Bill e Stan, meus guarda-costas, que fizessem com que todo mundo fosse embora.

- Missão cumprida, chefe. - disse-me Stan - Tudo em ordem.

Mandei fechar toda a mansão, mas a noite ainda me reservava uma surpresa. Alguém me esperava em meu quarto... Era Billie Joan, uma das bailarinas de "Killer", e estava nua.

- Escuta, Billie Joan, vista-se e amanhã conversaremos, está bem?

Era muito bonita, mas havia algo de ameaçador em sua obstinação de não deixar minha cama.

- Mas chega disto, vá embora! - insisti - Não me obrigue a chamar os guardas!

Por fim acabou se vestindo, fulminando-me com os olhos. Pode ser que eu seja um pouco antiquado, mas se alguém for compartilhar meu leito, não será sem que eu convide. Já vestida, ela saiu batendo a porta e disparando todas as sirenes do alarme... Sem uma palavra. Me acalmei vendo meu vídeo e brincando com minha coleção de bonecas de porcelana. Às vezes, tenho a impressão de que elas são minhas únicas amigas de verdade, além de minhas mascotes. Mas, naquela noite, não estava me sentindo bem. Parecia ouvir um estranho zumbido elétrico vindo de algum lugar da casa. E eu estava sozinho. Será que alguém havia deixado a máquina de lavar louça funcionando na cozinha, ou simplesmente era eu ficando paranóico? Fui ver. 

Meu coração batia como um sintetizador desorientado quando abri a porta da  sala de jogos. Acendi a luz... E quase desmaiei de horror. Tudo estava cheio de sangue e pedaços de ossos e cartilagens. Eram as lhamas... Esquartejadas com uma serra elétrica. Logo, vi o que restava de meu cachorro, Totó, suspenso por uma corda... E foi então que perdi a cabeça!

Continua...

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