Hipólito, filho do segundo casamento de Teseu, chega em casa, depois de mais um dia de farra. Fedra, terceira mulher de Teseu, o aguarda, ansiosa. Fedra tenta discretamente seduzi-lo, despindo-se aos poucos. Hipólito recua, horrorizado. Ele jamais trairia o pai! Fedra se desespera e, sentindo-se humilhada, jura vingança. Na mesma hora sobe para seu quarto e se enforca no batente da porta. Hipólito ouve o barulho de cadeira caindo, mas acha que é apenas a madrasta quebrando algo e nem se importa, feliz de ter resistido bravamente à tentação.
Teseu chega em casa e cumprimenta Hipólito a sua maneira de sempre: gritando com o filho por ter voltado tarde e por ter espalhado garrafas vazias de cerveja pela sala. Logo em seguida sobe para o quarto, onde encontra Fedra morta, com uma carta na qual acusa Hipólito de a ter violentado. Ele chora desesperadamente. A dor de Teseu não tem limites! Não conseguindo sujar as mãos com o sangue do próprio filho, Teseu expulsa Hipólito de casa, rogando a Netuno que o castigue. Teseu bebe todo o vinho da casa, enterra a Fedra no jardim e azucrina os vizinhos o dia e a noite inteira com sua interpretação de "As Time Goes By", de Herman Hupfeld.

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